quarta-feira, 9 de março de 2011

Que assim seja!

Ida à Terra Santa
19 a 27/02/2011

Com o nosso Director Espiritual Sr Padre Dário Pedroso S. J. e o nosso organizador e toda a sua equipa Rui Corrêa de Oliveira, seu filho Pedro, nora, Ana Libano Monteiro a Helena da Agência de Viagens “Geostar”, o guia excepcional judeu brasileiro Alex e o chauffeur Samy.
Graças a Deus a todos eles, porque nos proporcionaram esta vivência destes dias na Terra Santa, onde sentimos o Céu na Terra!
Há anos que eu sonhava com esta viagem. Tive uma oportunidade que não se realizou há uns anos, porque rebentou a guerra no seu auge. Mas como o tempo de Deus não é o nosso, e penso que há males que vêm por bem, senti em todos os aspectos, que melhor era impossível: a organização excelente, sem falhas em pormenor, com surpresas para nós, inesquecíveis para o resto da vida! É comovente até ao fundo da alma e do coração viver esta experiência, esta organização teve parte nisso!
Os momentos de espiritualidade vividas na Santa Missa, o que o Sr. Padre Dário nos fez sentir e meditar nas coisas importantes que Deus nos pede, a nossa transformação o nosso testemunho de Cristãos alegres, com atitudes de vivência na caridade, em tudo o que isso implica.
As velas com o nosso nome postas em cima do altar a pedir por todos nós e as nossas famílias.
É impossível, descrever tudo o que vivi, mas vou tentar escrever o que mais me tocou.
A Igreja da Anunciação, onde tivemos uma Missa. Aqui eu senti o começo que eu deverei sentir toda a minha vida de ser uma privilegiada no meio deste mundo!
Viveram ali neste sitio Jesus, sua Mãe e seu Pai adoptivo até à vida pública de Jesus que começou aos 30 anos.
O Monte TABOR onde Jesus se transfigurou diante de João, Pedro e Tiago. Encontros, terços, alguns rezados em andamento, outros em sítios especiais que irão marcar para sempre as nossas vidas.
A caminho do Mar da Galileia de Cafarnaum. Miradouro da Paz – sitio espectacular onde se avista todo o mar da Galileia – Cesareia de Felipe, onde nas margens do rio Jordão renovámos as promessas do Baptismo. Cada um com uma medalha que o Rui nos ofereceu – mergulhámos na água do Jordão. O passeio de barco no mar da Galileia. Imaginei naquele barco Jesus representado no Sr. Padre Dário com os discípulos que éramos nós. O silêncio, só se ouviu o barulho das ondas e o chilrear dos passarinhos.
As ruínas da casa de São Pedro. O almoço do peixe chamado de S. Pedro – A Sinagoga onde Jesus ensinou. O rio Jordão muito poluído, mas onde se pensa quase certo, o sitio onde Jesus foi Baptizado por São João Baptista, o Mar Morto, com uma densidade de sal de tal modo que não se vai ao fundo. Depois vem um dos sítios que mais me impressionou e me tocou. Uma hora todos separados em cima do deserto, onde Jesus foi tentado 3 vezes pelo demónio e
onde se recolheu em jejum e oração 40 dias e 40 noites. Aqui meditei nas minhas tentações, com o demónio sempre por perto a tentar a nossa vida. Quantas vezes me deixei ir atrás, quantas vezes rezei a Deus para resistir? O mundo de hoje, para mim, a oração é de maior importância, porque nada tem a ver com nada de tudo o que aprendi, dos valores que peço para seguir – da minha maneira de ver a vida, etc, etc. Momento único!
A missa no sitio dos Bem Aventuranças, que o Sr. Padre Dário nos fez ver que tudo o que Jesus diz é tudo o que Ele é, e nos ensinou a ser.
O sitio da Multiplicação dos Pães, onde Jesus saciou a fome à multidão que o escutava. De volta a Jerusalém – visita nocturna à parte antiga da cidade – olhar no mesmo sítio onde Jesus chorou ao olhar a cidade Santa. Muro das lamentações onde eu tinha uma folha com várias intenções entregues à misericórdia de Deus, e consegui arranjar um buraquinho para o meter.
Só para dizer que tinha um irmão muito aflito que a sua filha, minha sobrinha ia ter um neto, cujo nome vai ser Salvador, que era suposto ser operado à nascença com deficiência grave no coração. Nasceu e o médico verificou que estava sem nada – são e salvo para poder ir para casa. Eu pensei, que bom é ter fé e ter sossegado o meu irmão antes de partir.
A maquete de Jerusalém antiga, a ida de noite ao monte das Oliveiras, só o nosso grupo, passeámos ali, onde Jesus ficou só, na sua agonia sobre aquela pedra na Igreja da Agonia onde estivemos em adoração.
Igreja de São João Baptista – Benedictus – Igreja da Visitação de Nossa Senhora a sua prima Sta. Isabel. Aí podemos ver em vários painéis o Magnificat em português e todos juntos rezámos aquela oração.
Tivemos uma Missa nas irmãs, num convento bizantino, onde nos ofereceram uma oração para acabarem os muros entre os povos e as pessoas – Igreja da Dormição onde está a imagem da Nossa Senhora. Hoje construída a grande Basílica de Santo Sião.
Belém – beijar o chão com uma cruz assinalando o sitio da manjedoura onde Jesus nasceu. Ao lado dumas grutas onde ficou a Sagrada Família até à fuga para o Egipto.
O lugar do Cenáculo,- A sala do andar de cima onde Jesus reunido com os seus 12 Apóstolos e pensa-se que Nossa Senhora estaria presente, por isso fizeram uma 4estátua com a sua imagem num canto a olhar para todos.
Momento alto das nossas vidas de cristãos – realização da transformação do pão e do vinho em corpo e sangue de Cristo que irá ficar connosco na Sagrada Eucaristia no Sacrário de todas as Igrejas Católicas do Mundo. Eu ficarei convosco até ao final dos tempos. Na hóstia consagrada e o seu Espírito a partir do nosso Baptismo. Jesus dá o exemplo de como ele tantas vezes repetiu: “Eu vim para servir e não para ser servido!” - que acto, que exemplo espantoso de humildade e simplicidade. Lavou de joelhos os pés aos seus Apóstolos. Via sacra - via dolorosa. Alguns de nós escolhidos para fazer este percurso e em cada estação dois foram escolhidos. Na 8ª estação eu com o Joaquim meu marido, a Zézinha e a Terezinha (como eu lhes chamo) das pessoas mais queridas e mais simples e cheias de espiritualidade foram escolhidas também nesta estação. Levar a cruz, carregada por Cristo há 2 mil anos. O sofrimento, as chagas, as quedas a lembrar as nossas quedas durante a vida. Que momento alto dentro da minha alma, do meu espírito e do meu coração.
Santo Sepulcro Calvário - sitio onde se tem a certeza que ali naquele buraco, onde todos metemos a mão foi enterrada a Cruz onde Jesus foi pregado e que esteve em agonia durante
3h. Que sentimento profundo de admiração – só Deus teria aguentado e passado por toda a sua paixão para nos salvar – tocámos em seguida na pedra onde foi
ungindo antes de entrar no Santo Sepulcro. Por momentos fica-se baralhado, mesmo estupefacto com tantas religiões, tanta confusão, vários a cantar e a rezar ao mesmo tempo! Parece que se disputam a ver quem grita mais alto e se evidenciam mais. Mas depois
fechei os olhos e concentrei-me no essencial, o sagrado daquele sitio e entrei na paz que eu tanto ansiava.
Piscinas Probáticas onde Jesus curou vários doentes. Igreja de Santa Ana. Tirámos a tarde livre, mas muitos de nós com o Sr. Padre Dário decidimos sem falar uns com os outros, que melhor tarde, senão voltar ao Calvário no Santo Sepulcro e estar em adoração. Bendita a hora da
nossa decisão! Igreja onde Santa Maria Madalena teve o seu encontro com Jesus ressuscitado. Também uma missa ao lado numa Igreja.
Dia seguinte S. Pedro – in – Gallicantum onde ele negou 3 vezes Jesus e a seguir o galo cantou. Chorou amargamente de arrependimento lembrando-se do que Jesus lhe dissera.
Gruta de traição de Judas nde Judas veio na companhia dos soldados buscar Jesus para ser entregue. Grutas onde há certeza que Jesus foi flagelado.
Sitio de Ascenção de Jesus aos Céus. Pai nosso – Oração ensinada por Ele em que cada palavra está implícita o que devemos seguir na vida. Por fim saída para Emaús, onde Jesus passeia sem ser reconhecido com alguns discípulos e só o reconhecem quando lhe pedem para ficar com eles para tomar parte da refeição, devido ao adiantado da hora, e ao partir do pão, dizem: “É ele é Jesus, ressuscitou” – e foram a correr para Jerusalém dar o seu testemunho.
Haveria muito mais para dizer, mas recomendo a todos os que poderem, vão viver e ver estas maravilhas.
Todos os católicos que puderem não deixem de ir. Assim como os Muçulmanos vão a Meca, os católicos que tenham oportunidade deveriam ir visitar esta terra SANTA!
Que assim seja!


Tereza Marim

COMIGO ASSIM SE PASSOU

Queridos amigos e peregrinos da Terra Santa:

Tal como o Rui sugeriu, passado algum tempo sobre o nosso regresso já estou em condições de passar á escrita o meu estado de alma.

Foi durante muito tempo o meu grande sonho ir á Terra Santa, mas só o queria fazer em peregrinação e Deus concedeu-me agora essa graça. A experiência não poderia ter sido melhor. Confesso-vos que estava um pouco apreensiva pois ia sozinha “ com mais 49 pessoas” das quais só conhecia três, mas senti-me muito bem e penso que também não fui aborrecida para ninguém.
Daqui levava todos os problemas, preocupações e incertezas que ocupam o meu coração no dia-a-dia, todos os pedidos que várias pessoas me fizeram para rezar por elas, as intenções daqueles que amo e que vivem neste momento situações difíceis, o peso era enorme e não me queria esquecer de ninguém. Depois parei e pensei que o Pai sabe tudo o que nos vai na alma e esse perigo não corria e assim começou tudo!
Tenho a dizer-vos que no dia que chegámos, já noite, a Jerusalém, senti algo que não se descreve por palavras e do qual já me tinham avisado. Depois de orarmos e do Alex ter feito a recepção habitual aos Peregrinos da Terra Santa, quando ficámos em silêncio a olhar Jerusalém, salpicada de luzes e com a cúpula dourada da mesquita á nossa frente, a cidade de Jesus e por Ele tão amada, libertei-me de tudo o que me preocupava e oprimia o coração, entreguei e chorei profundamente com a sensação de uma criança que procura e encontra toda a ternura do colo do Pai! Ele estava ali para nos acolher e a todas as nossas preces, para que vivêssemos com a alma leve e limpa e podermos com o coração aberto receber, assimilar e participar em tudo o que se iria passar nos dias seguintes. COMIGO ASSIM SE PASSOU.
Todos os locais visitados têm um enorme sentido para nós e como alguém disse num dos encontros o Evangelho passou a ser a cores e com perfeito conhecimento dos locais relatados, mas quero aqui salientar o que mais me marcou.
A Missa celebrada no Monte das Bem-Aventuranças tendo como pano de fundo o Lago de Tiberíades, onde o silêncio só era perturbado pelas aves, todos nós sentados bem perto uns dos outros ouvindo o Padre Dário falar fez--me sentir um dos discípulos de Jesus e cresceu em mim a responsabilidade, de tal como eles, difundir a Sua palavra. Abandonei aquele local cheia de Paz.
O DESERTO!!! Só posso falar por mim. Não há palavras só sensações, sentimentos, emoções, estamos sozinhos entre o céu e a terra. Fiz uma retrospectiva da minha vida, de tudo o que Deus me deu e daquilo que não Lhe dei, não propositadamente mas que por vezes não estou atenta aos sinais. Ali estava eu, onde nunca tinha pensado que fosse possível, a falar com Ele agradecendo--lhe tudo o que me tinha proporcionado na minha vida, a Sua presença sempre que dela necessito e já têm sido muitas vezes, todo o amor incondicional que nos tem. Por momentos achei que tinha asas e podia voar livremente até ao céu e voei, na minha mente.
Belém, a Gruta da Natividade fez-me imaginar tudo o que ali se passou, o Milagre da Vida e do Amor pelos homens.
Outro dos momentos que me tocaram especialmente foi a visita ao Jardim das Oliveiras e a Adoração na Igreja da Agonia, não dei pelo tempo passar, tão boa era a sensação e a Paz que tocava o meu coração.
O Calvário e o Santo Sepulcro são outros locais indescritíveis e que nos transportam a tudo aquilo que ao longo da vida fomos lendo e aprendendo, primeiro na catequese e depois na nossa prática da fé. É muito interessante e ao mesmo tempo estranho toda aquela mistura de objectos, cultos e credos que lá convivem.
Ao percorrer a Via-Sacra senti, no verdadeiro sentido da palavra, que Jesus estava ali comigo dando-me o conforto e a paz que eu tanto lhe pedi. Tal como aconteceu ali no passado, eu também não O reconheci logo, mas no minuto seguinte percebi o que se tinha passado.
O Padre Dário foi uma lufada de ar fresco maravilhoso naquela peregrinação. Eu não o conhecia mas fiquei profundamente agradada com a sua maneira de ser e sobretudo com a sua palavra, firme, directa e ao mesmo tempo tão iluminada. É muito agradável ver um Homem de Deus tão perto de nós e com tanto a ver connosco. Bem-haja pela paz e amor que me transmitiu.
Para o Rui o meu muito obrigado por me ter permitido integrar o grupo desta maravilhosa viagem e parabéns pela fantástica organização e um grande beijinho a todos os que colaboraram para que fosse tão perfeito.
Finalmente, mas em primeiro lugar, agradeço á Santíssima Trindade a dádiva enorme que me foi dada e pela qual tanto ambicionava. DEUS SEJA LOUVADO!!!!
Um beijo para todos, meus amigos e obrigado por serem como são.

Maria Vanda Belchior

domingo, 6 de março de 2011

Nós somos o Céu a caminho do Céu

Experiências de Peregrino
...O Homem é o permanente mendigo de todas as necessidades, que fazem do tempo a paciência de Deus e do espaço esse grande armazém da misericórdia divina... pedimos,vivemos a suplicar a Deus. Pedir é a contingência maior de quem precisa!!!!. E aí vou eu a Caminho da Terra Santa a pedir e a louvar esta grande graça divina, a de poder ir a este lugar e agradecer tanta coisa boa na minha vida, levo no meu coração tantas pessoas quantas é possível carregar, com a certeza porém de que se me esquecer de alguém Deus não se vai esquecer, porque sabe bem quem eu tenho no meu coração... na volta partilharei esta experiência com a certeza absoluta que esta será a maior de muitas boas que tenho tido ao longo da vida. Foi nesta atitude que me puz a caminho: "Que alegria quando me disseram vamos para a Casa do Senhor.Detiveram-se os nossos passos Jerusalém."

O meu coração dispos-se a deslocar-se em espírito de oração, de um lugar a outro de uma cidade a outra. Naqueles lugares particularmente marcados pela presença de Jesus, fui ajudada a viver o meu dia a dia na companhia Dele e tendo-O como meu Companheiro de viagem, (na ajuda que recebi,nas lágrimas que chorei e como fui consolada, no serviço que prestei, na alegria vivida, nos momentos mais difíceis,nas noites mal dormidas,nas amizades que solidifiquei, na felicidade de fazer parte deste grupo de "Bem Aventurados", nas Eucaristias com o nosso Querido Mentor Espiritual.)

Jesus chorou e comoveu-se... Também eu senti a comoção neste lugar tão especial, onde me dei conta das minhas fraquezas, do quanto Deus me ama e das vezes que não Lhe correspondo...
Esta minha peregrinação tornou-se uma experiência extraordinariamente significativa e cheia de Esperança para aquilo que quero para a minha vida.

Senti várias vezes Jesus no meu caminho a dizer-me: Se caíres Eu levanto-te... Segue-Me...Estarei contigo até ao fim dos tempos...
Onde está Jesus o nosso coração arde, como aconteceu aos dois companheiros de jornada a caminho de Emaús. " Não ardia cá dentro do nosso coração,quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" Como os discipulos de Emaús também eu senti um ardor imenso dentro de mim e quero pedir-Te meu Deus, fica comigo!...
Quem anda na fé acredita sem ver e todos os que acreditam em Jesus têm vontade de o anunciar, por isso quiz aqui deixar o testemunho do que senti, nesta minha "Viagem" à Terra Santa, convicta de que nada será como dantes depois de ter vivido o que vivi e como dizia o Padre Dário: "Nós somos o Céu a caminho do Céu".

Zézinha
(Maria José Galvão Lucas)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

De Maria nunquam satis


De Maria nunquam satis


Quando eu era jovem teólogo, antes e até mesmo durante as sessões do Concílio, como aconteceu e como acontecerá, a muitos, eu alimentava uma certa reserva sobre algumas fórmulas antigas como, por exemplo, a famosa De Maria nunquam satis - "Sobre Maria jamais se dirá o bastante". Esta me parecia exagerada.


Encontrava dificuldade, igualmente, em compreender o verdadeiro sentido de uma outra expressão bastante famosa e difundida (repetida na Igreja desde os primeiros séculos, quando, após um debate memorável, o Concílio de Éfeso, do ano 431, proclamara Nossa Senhora como Maria Theotokos, que quer dizer, Maria, Mãe de Deus), expressão esta que enfatiza que Maria é "vitoriosa contra todas as heresias".


Somente agora - neste período de confusão em que multiplicados desvios heréticos parecem vir bater à porta da fé autêntica -, passei a entender que não se tratava de um exagero cantado pelos devotos de Maria, mas de verdades mais do que válidas.


Cardeal Ratzinger, atualmente, Papa Bento XVI
Entretiens sur la Foi
Vittorio Messori - Fayard 1985

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’


VI Domingo do Tempo Comum
EVANGELHO – Mt 5,17-37

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letraou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos,por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus. Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não matarás; quem matar será submetido a julgamento’. Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio,e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo. Portanto, se fores apresentar a tua oferta sobre o altare ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta. Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo. Ouvistes que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que olhar para uma mulher desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, pois é melhor perder-se um dos teus membros do que todo o corpo ser lançado na geena. E se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor que se perca um dos teus membros, do que todo o corpo ser lançado na geena. Também foi dito: ‘Quem repudiar sua mulher dê-lhe certidão de repúdio’. Eu, porém, digo-vos:Todo aquele que repudiar sua mulher, salvo em caso de união ilegal, fá-la cometer adultério. Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor’. Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus; nem pela terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo. A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’. O que passa disto vem do Maligno».

AMBIENTE

Terminado o preâmbulo do “sermão da montanha” (que vimos nos dois anteriores domingos), entramos no corpo do discurso. Recordamos aquilo que dissemos nos domingos anteriores: o discurso de Jesus “no cimo de um monte” transporta-nos à montanha da Lei (Sinai), onde Deus Se revelou e deu ao seu Povo a Lei; agora, é Jesus que, numa montanha, oferece ao novo Povo de Deus essa nova Lei que deve guiar todos os que estão interessados em aderir ao “Reino”. Neste discurso (o primeiro dos cinco grandes discursos que Mateus apresenta), o evangelista agrupa um conjunto de “ditos” de Jesus e oferece à comunidade cristã um novo código ético, a nova Lei, que deve guiar os discípulos de Jesus na sua marcha pela história.Para entendermos o “pano de fundo” do texto que nos é hoje proposto, convém que nos situemos no ambiente das comunidades cristãs primitivas e, de forma especial, no ambiente da comunidade mateana: trata-se de uma comunidade com fortes raízes judaicas, na qual preponderam os cristãos que vêm do judaísmo… As questões que a comunidade põe, na década de oitenta (quando este Evangelho aparece), são: continuamos obrigados a cumprir a Lei de Moisés? Jesus não aboliu a Lei antiga? O que é que há de verdadeiramente novo na mensagem de Jesus?

MENSAGEM

Mateus tenta conciliar as tendências e as respostas dos vários grupos que, no contexto da sua comunidade cristã, eram dadas a estas questões.Na primeira parte do Evangelho que hoje nos é proposto (vers. 17-19), Mateus sustenta que Cristo não veio abolir essa Lei que Deus ofereceu ao seu Povo no Sinai. A Lei de Deus conserva toda a validade e é eterna; no entanto, é preciso encará-la, não como um conjunto de prescrições legais e externas, que obrigam o homem a proceder desta ou daquela forma rígida, no contexto desta ou daquela situação particular, mas como a expressão concreta de uma adesão total a Deus (adesão que implica a totalidade do homem, e que está para além desta ou daquela situação concreta). Dito de outra forma: os fariseus (que eram a corrente dominante no judaísmo pós-destruição de Jerusalém) tinham caído na casuística da Lei e achavam que a salvação passava pelo cumprimento de certas normas concretas; mas Mateus achava que a proposta libertadora de Jesus ia mais além e passava por assumir uma atitude interior de compromisso total com Deus e com as suas propostas.Na segunda parte do texto que nos é proposto (vers. 20-37), Mateus refere quatro exemplos concretos desta nova forma de entender a Lei (na realidade, são seis os exemplos que aparecem no conjunto do texto mateano; mas o Evangelho de hoje só apresenta quatro; os outros dois ficam para o próximo domingo).O primeiro (vers. 21-26) refere-se às relações fraternas. A Lei de Moisés exige, simplesmente, o não matar (cf. Ex 20,13; Dt 5,17); mas, na perspectiva de Jesus (que não se resume ao cumprimento estrito da letra da Lei, mas exige uma nova atitude interior), o não matar implica o evitar causar qualquer tipo de dano ao irmão… Há muitas formas de destruir o irmão, de o eliminar, de lhe roubar a vida: as palavras que ofendem, as calúnias que destroem, os gestos de desprezo que excluem, os confrontos que põem fim à relação. Os discípulos do “Reino” não podem limitar-se a cumprir a letra da Lei; têm que assumir uma nova atitude, mais abrangente, que os leve a um respeito absoluto pela vida e pela dignidade do irmão. A propósito, Mateus aproveita para apresentar à sua comunidade uma catequese sobre a urgência da reconciliação (o cortar relações com o irmão, afastá-lo da relação, marginalizá-lo, não é uma forma de matar?). Na perspectiva de Mateus, a reconciliação com o irmão deve sobrepor-se ao próprio culto, pois é uma mentira a relação com Deus de alguém que não ama os irmãos.O segundo (vers. 27-30) refere-se ao adultério. A Lei de Moisés exige o não cometer adultério (cf. Ex 20,14; Dt 5,18); mas, na perspectiva de Jesus, é preciso ir mais além do que a letra da Lei e atacar a raiz do problema – ou seja, o próprio coração do homem… É no coração do homem que nascem os desejos de apropriação indevida daquilo que não lhe pertence; portanto, é a esse nível que é preciso realizar uma “conversão”. A referência a arrancar o olho que é ocasião de pecado (o olho é, nesta cultura, o órgão que dá entrada aos desejos) ou a cortar a mão que é ocasião de pecado (a mão é, nesta cultura, o órgão da acção, através do qual se concretizam os desejos que nascem no coração) são expressões fortes (bem ao gosto da cultura semita mas que, no entanto, não temos de traduzir à letra) para dizer que é preciso actuar lá onde as acções más do homem têm origem e eliminar, na fonte, as raízes do mal.O terceiro (vers. 31-32) refere-se ao divórcio. A Lei de Moisés permite ao homem repudiar a sua mulher (cf. Dt 24,1); mas, na perspectiva de Jesus, a Lei tem de ser corrigida: o divórcio não estava no plano original de Deus, quando criou o homem e a mulher e os chamou a amarem-se e a partilharem a vida.O quarto (vers. 33-37) refere-se à questão do julgamento. A Lei de Moisés pede, apenas, a fidelidade aos compromissos selados com um juramento (cf. Lv 19,12; Nm 20,3; Dt 23,22-24); mas, na perspectiva de Jesus, a necessidade de jurar implica a existência de um clima de desconfiança que é incompatível com o “Reino”. Para os que estão inseridos na dinâmica do “Reino”, deve haver um tal clima de sinceridade e confiança que os simples “sim” e “não” bastam. Qualquer fórmula de juramento é supérflua e sinal de corrupção da dinâmica do “Reino”.A questão essencial é, portanto, esta: para quem quer viver na dinâmica do “Reino”, não chega cumprir estrita e casuisticamente as regras da Lei; mas é preciso uma atitude interior inteiramente nova, um compromisso verdadeiro com Deus que envolva o homem todo e lhe transforme o coração.

In Dehonianos

domingo, 30 de janeiro de 2011

Bento XVI apela à paz na Terra Santa


Papa diz que a Igreja não tem medo das perseguições

Cidade do Vaticano, 30 Jan (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à convergência de forças palestinas e israelitas para “projectos” de paz na Terra Santa, num dia em que lembrou ainda a luta contra a lepra.
Na tradicional oração do Angelus, no Vaticano, o Papa disse referiu-se à jornada internacional de oração pela Paz na Terra Santa.
“Associo-me ao Patriarca Latino de Jerusalém e ao Custodio da Terra Santa no convite dirigido a todos, a pedir ao Senhor para que faça convergir as mentes e os corações para projectos concretos de paz”, indicou.
Simbolicamente, no final do encontro, duas crianças lançaram pombas brancas desde a janela do apartamento do Papa, sobre a Praça de São Pedro, numa iniciativa promovida pela Acção Católica de Roma.
Na parte inicial deste encontro com cerca de 30 mil peregrinos, Bento XVI comentou uma passagem dos Evangelhos em que Jesus proclama bem-aventurados “os pobres que o são no seu intímo, os aflitos, os misericordiosos, os que têm fome e sede de justiça, os puros de coração, os que sofrem perseguição”.
“Não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, precisamente aquela que o Senhor incarnando-se quis assumir, para a salvar”,
precisou.
Para o Papa, “as bem-aventuranças são um novo programa de vida para nos libertarmos dos falsos valores do mundo e nos abrirmos aos bens verdadeiros”.
Neste contexto, Bento XVI afirmou que a Igreja “não teme a pobreza, o desprezo, a perseguição numa sociedade muitas vezes atraída pelo bem-estar material e pelo poder mundano”.
O Angelus, momento de recolhimento que ocorre habitualmente ao meio-dia, consiste na recitação de três Ave-Marias, introduzidas por versículos bíblicos respeitantes ao nascimento e vida terrena de Jesus Cristo e numa oração final.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa


IV Domingo do Tempo Comum

Evangelho – Mt 5,1-12

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo:«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

AMBIENTE

Depois de dizer quem é Jesus (Mt 1,1-2,23) e de definir a sua missão (cf. Mt 3,1-4,16), Mateus vai apresentar a concretização dessa missão: com palavras e com gestos, Jesus propõe aos discípulos e às multidões o “Reino”. Neste enquadramento, Mateus propõe-nos hoje um discurso de Jesus sobre o “Reino” e a sua lógica.Uma característica importante do Evangelho segundo Mateus reside na importância dada pelo evangelista aos “ditos” de Jesus. Ao longo do Evangelho segundo Mateus aparecem cinco longos discursos (cf. Mt 5-7; 10; 13; 18; 24-25), nos quais Mateus junta “ditos” e ensinamentos provavelmente proferidos por Jesus em várias ocasiões e contextos. É provável que o autor do primeiro Evangelho visse nesses cinco discursos uma nova Lei, destinada a substituir a antiga Lei dada ao Povo por meio de Moisés e escrita nos cinco livros do Pentateuco.O primeiro discurso de Jesus – do qual o Evangelho que nos é hoje proposto é a primeira parte – é conhecido como o “sermão da montanha” (cf. Mt 5-7). Agrupa um conjunto de palavras de Jesus, que Mateus coleccionou com a evidente intenção de proporcionar à sua comunidade uma série de ensinamentos básicos para a vida cristã. O evangelista procurava, assim, oferecer à comunidade cristã um novo código ético, uma nova Lei, que superasse a antiga Lei que guiava o Povo de Deus.Mateus situa esta intervenção de Jesus no cimo de um monte. A indicação geográfica não é inocente: transporta-nos à montanha da Lei (Sinai), onde Deus Se revelou e deu ao seu Povo a antiga Lei. Agora é Jesus, que, numa montanha, oferece ao novo Povo de Deus a nova Lei que deve guiar todos os que estão interessados em aderir ao “Reino”.As “bem-aventuranças” que, neste primeiro discurso, Mateus coloca na boca de Jesus, são consideravelmente diferentes das “bem-aventuranças” propostas por Lucas (cf. Lc 6,20-26). Mateus tem nove “bem-aventuranças”, enquanto que Lucas só apresenta quatro; além disso, Lucas prossegue com quatro “maldições”, que estão ausentes do texto mateano; outras notas características da versão de Mateus são a espiritualização (os “pobres” de Lucas são, para Mateus, os “pobres em espírito”) e a aplicação dos “ditos” originais de Jesus à vida da comunidade e ao comportamento dos cristãos. É muito provável que o texto de Lucas seja mais fiel à tradição original e que o texto de Mateus tenha sido mais trabalhado.

MENSAGEM

As “bem-aventuranças” são fórmulas relativamente frequentes na tradição bíblica e judaica. Aparecem, quer nos anúncios proféticos de alegria futura (cf. Is 30,18; 32,20; Dn 12,12), quer nas acções de graças pela alegria presente (cf. Sl 32,1-2; 33,12; 84,5.6.13), quer nas exortações a uma vida sábia, reflectida e prudente (cf. Prov 3,13; 8,32.34; Sir 14,1-2.20; 25,8-9; Sl 1,1; 2,12; 34,9). Contudo, elas definem sempre uma alegria oferecida por Deus.As “bem-aventuranças” evangélicas devem ser entendidas no contexto da pregação sobre o “Reino”. Jesus proclama “bem-aventurados” aqueles que estão numa situação de debilidade, de pobreza, porque Deus está a ponto de instaurar o “Reino” e a situação destes “pobres” vai mudar radicalmente; além disso, são “bem-aventurados” porque, na sua fragilidade, debilidade e dependência, estão de espírito aberto e coração disponível para acolher a proposta de salvação e libertação que Deus lhes oferece em Jesus (a proposta do “Reino”).As quatro primeiras “bem-aventuranças” referidas por Mateus (vers. 3-6) estão relacionadas entre si. Dirigem-se aos “pobres” (as segunda, terceira e quarta “bem-aventuranças” são apenas desenvolvimentos da primeira, que proclama: “bem-aventurados os pobres em espírito”). Saúdam a felicidade daqueles que se entregam confiadamente nas mãos de Deus e procuram fazer sempre a sua vontade; daqueles que, de forma consciente, deixam de colocar a sua confiança e a sua esperança nos bens, no poder, no êxito, nos homens, para esperar e confiar em Deus; daqueles que aceitam renunciar ao egoísmo, que aceitam despojar-se de si próprios e estar disponíveis para Deus e para os outros. Os “pobres em espírito” são aqueles que aceitam renunciar, livremente, aos bens, ao próprio orgulho e auto-suficiência, para se colocarem, incondicionalmente, nas mãos de Deus, para servirem os irmãos e partilharem tudo com eles.Os “mansos” não são os fracos, os que suportam passivamente as injustiças, os que se conformam com as violências orquestradas pelos poderosos; mas são aqueles que recusam a violência, que são tolerantes e pacíficos, embora sejam, muitas vezes, vítimas dos abusos e prepotências dos injustos… A sua atitude pacífica e tolerante torná-los-á membros de pleno direito do “Reino”.Os “que choram” são aqueles que vivem na aflição, na dor, no sofrimento provocados pela injustiça, pela miséria, pelo egoísmo; a chegada do “Reino” vai fazer com que a sua triste situação se mude em consolação e alegria…A quarta bem-aventurança proclama felizes “os que têm fome e sede de justiça”. Provavelmente, a justiça deve entender-se, aqui, em sentido bíblico – isto é, no sentido da fidelidade total aos compromissos assumidos para com Deus e para com os irmãos. Jesus dá-lhes a esperança de verem essa sede de fidelidade saciada, no Reino que vai chegar.O segundo grupo de “bem-aventuranças” (vers. 7-11) está mais orientado para definir o comportamento cristão. Enquanto que no primeiro grupo se constatam situações, neste segundo grupo propõem-se atitudes que os discípulos devem assumir.Os “misericordiosos” são aqueles que têm um coração capaz de compadecer-se, de amar sem limites, que se deixam tocar pelos sofrimentos e alegrias dos outros homens e mulheres, que são capazes de ir ao encontro dos irmãos e estender-lhes a mão, mesmo quando eles falharam.Os “puros de coração” são aqueles que têm um coração honesto e leal, que não pactua com a duplicidade e o engano.Os “que constroem a paz” são aqueles que se recusam a aceitar que a violência e a lei do mais forte rejam as relações humanas; e são aqueles que procuram ser – às vezes com o risco da própria vida – instrumentos de reconciliação entre os homens.Os “que são perseguidos por causa da justiça” são aqueles que lutam pela instauração do “Reino” e são desautorizados, humilhados, agredidos, marginalizados por parte daqueles que praticam a injustiça, que fomentam a opressão, que constroem a morte… Jesus garante-lhes: o mal não vos poderá vencer; e, no final do caminho, espera-vos o triunfo, a vida plena.Na última “bem-aventurança” (vers. 11), o evangelista dirige-se, em jeito de exortação, aos membros da sua comunidade que têm a experiência de ser perseguidos por causa de Jesus e convida-os a resistir ao sofrimento e à adversidade. Esta última exortação é, na prática, uma aplicação concreta da oitava “bem-aventurança”.No seu conjunto, as “bem-aventuranças” deixam uma mensagem de esperança e de alento para os pobres e débeis. Anunciam que Deus os ama e que está do lado deles; confirmam que a libertação está a chegar e que a sua situação vai mudar; asseguram que eles vivem já na dinâmica desse “Reino” onde vão encontrar a felicidade e a vida plena.

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